Curiosidades do Brasil

Gírias e modismos
(Jorge Americano)

Expressoões que se usavam naquele tempo:

Dos elegantes que se excediam na elegância, dizíamos que eram janotas. Vestiam-se no último apuro.

Jagodes era um indivíduo de má aparência ou de maus costumes.

Bilontra era o que andava pelas esquinas sem ter o que fazer. Um troca-tintas.

Montar no porco significava desapontar, encalistrar.

Pouca sorte ou azar era urucubaca.

Surgiu nesse tempo a fórmula pra burro, depois transformada em pra chuchu.

O que fora antes peralvilho tornou-se almofadinha; se de baixa condição era chibante.

Embora os dicionários mencionem que cabra é mestiço, também se dizia num sentido de um sujeito.

O indivíduo que está conquistando, arrasta a asa, ou faz pé de alferes.

O turuna era o tipo assim como quem diz hoje: um bicho, um indivíduo que topa com tudo.

Chaleirar era adular.

Beldroegas era o incapaz.

Uma reunião chinfrin era qualquer coisa entre o desinteressante e cafajeste.


(Americano. Jorge. São Paulo naquele tempo 1895-1915. São Paulo, Edição Saraiva, 1957)

Este link tem bastante regionalismo:
http://www.jangadabrasil.com.br/revista/marco64/especial6423.asp
andre Jun 3, 2008

1 comments


Jul 23, 2011 Vera
Essas gírias ainda foram usadas nos anos 80 e se bobear ainda hoje.